Frase

  • Vamos partir para a próxima pq o mundo continua rodando e nós não podemos terminar esta viagem louca perdendo!

4 de out. de 2007

A prova.


Capitulo I


O colégio estava calmo, um dia normal no meio do segundo semestre, o computador da biblioteca estava ligado e ninguém o usava, essa era a chance, era só botar o disquete com o programa que nos faria ter acesso remoto e discreto do computador que já suspeitávamos, não tinha as respostas da prova global dada no fim de cada bimestre.

Desistimos, não ia adiantar invadir um computador que não valesse a pena, o jeito seria invadir o colégio de madrugada e entrando na sala da mecanografia, roubar as respostas. Agora uma pergunta: Como?

Jhon, amigo de Pietro e de Leonardo e filho do dono da cantina, poderia conseguir, com o pai, sem que ele soubesse, as chaves da porta dos fundos do colégio, porta a qual o seu pai usava pelas manhãs para suprir os estoques da cantina.

Mas ainda tinha outra duvida cruel: A chave que abre a porta dos fundos (a porta da creche) não abre a porta da mecanografia. O jeito seria roubar as chaves.

Era hora do recreio, Matin, o cara que imprimia as prova, e por isso tinha as chaves da mecanografia estava la, com a porta aberta e as chaves na maçaneta, esperando que alguém roubasse. Leonardo, Pietro e Jhon entraram para distrair Martin, eu fiquei encarregado de pegar as chaves. Parecia fácil, mas não era, o medo subiu a minha cabeça, a adrenalina não me deixava pensar, o tempo passava e eu nada de pegar as chaves, mas eu precisava fazer, meus amigos contavam comigo, mas já era sem tempo, eu não conseguira, Pietro, então, pegara a chave da porta, discretamente e entregou na minha mão.

- Porra Luc, era para você pegar as chaves e não eu, caralho! – Disse-me ele.

- Foi mal porra, eu não tinha conseguido caralho! – Tentei me desculpar.

Enfiei as chaves na cueca e como ja estava planejado, fui liberando mais cedo com desculpas de ir ao medico. O que eu devia fazer agora: correr ao chaveio e copiar as chaves, logo em seguida correr de volta para a escola e devolver as chaves para um dos meninos que estaria me esperando no portão para que eles pudessem devolver as chaves para a maçaneta novamente sem que ninguém reparasse o seu sumiço.

Primeiro livro dos Insanos


Respostas. Parte II



Por muito tempo na minha vida, eu vaguei buscando respostas, todo o meu tempo, a única coisa que eu buscava, eram respostas, eu queria respostas de tudo o que eu sentia, foi então que um dia eu percebi que muito tempo eu perdia em tentar descobrir o que eu sentia e não tinha tempo, na verdade, para sentir.

Então neste dia sem esperar respostas, eu me perguntei o porque do porque? E tendo me perguntado, eu dei por mim e no instante em que perguntava, parei de pensar e antes de, ao menos esperar uma resposta, eu passei a sentir, sem buscar respostas, todo o meu tempo, dedicado a sentir... O vento, a brisa, a natureza, as pessoas, a família, os amigos, os amigos!... Eu...

Eu nunca de fato, parei a busca por respostas, mas dediquei a maior parte do meu tempo para sentir e minhas respostas chegaram naturalmente... Claras... Nítidas.

É algo tipo: A pratica e a teoria, tipo: O buscar e o esperar.

Primeiro livro dos Insanos



Respostas. Parte I


Quando agente é criança, agente sempre tenta buscar respostas, perguntas vão perguntas vem... Mas perguntas bobas e simples de se obterem respostas, “mas algumas vezes complicadas”, mas quando agente “cresci” as perguntas vão se tornando dilemas complicadíssimos de nossas vidas e muitas das vezes nós mesmos somos quem devemos buscar respostas...

Outro dia eu estava em uma casa em construção, “não preciso dizer o que estava fazendo lá” mas quando estava indo embora, um dos pedreiros me abortou com palavras dizendo:

-Quando eu era novo minha mãe sempre dizia: Vai estudar menino, vai estudar...! Mas agora eu estou aqui, trabalhando num serviço duro desses como pedreiro.

Depois disso ele riu de si mesmo e eu segui para ir embora, mas lá quando ele me disse isso eu pensei: Bem feito, não estudou, agora você esta fudidu.

Mas depois mais tarde eu parei para analisar a minha vida e vi que realmente eu não tenho nada, em comparação a aquele pedreiro, eu tenho bastante coisa, mas em relação ao mundo eu não tenho nada e as vezes eu sinto um medo de não conseguir ser aquilo que eu realmente quero, ou pelo menos alguém que morrerá tendo feito algo para a humanidade.