A natureza não é viva, ela é um sistema que possui subsistemas vivos, vivos são sistemas capazes de fazer escolhas, ou ao menos de entender as escolhas que deveria ter feito, mas apesar de não ter vida, este sistema tem processos reguladores que lhe mantém ativo, ou seja, nós, parte deste sistema, podemos modificá-lo, mas ele se providencia de se adaptar para manter-se em equilíbrio. Apesar de subsistema deste grande sistema, a natureza não depende de nós e suas adaptações não se privarão de eliminar os cânceres de seu próprio domínio.
Sistemas vivos sempre dependem de um sistema maior, sistemas grandes nunca serão vivos.
Estamos então, modificando todo este sistema que é nossa própria casa, acusando a nós mesmo de estar destruindo o planeta. Com isso vemos a ignorância que ronda a humanidade. Não estamos destruindo a natureza, estamos modificando-a, e o que isso acarretará: na sua adaptação para manter-se em equilíbrio, destruindo os seus subsistemas ou não, ela sempre criará adaptabilidades que manterão o seu equilíbrio.
O equilíbrio natural é uma regra quase inquebrável na realidade que vivemos. Damos a isso o nome de Lei da troca equivalente, a qual atribuí-se a todas as coisas da terra, seja elas naturais ou humanas, no que consiste em: Tudo que tiramos (de um determinado lugar ou de alguém) temos que devolver ou por no lugar, algo que tenha equivalência de valor. Ou seja, “se tirarmos um alicerce de um prédio, devemos então por no lugar algo que o sustente, pois senão ele pode vir a cair por causa desta perda.”
O que vemos hoje no planeta é o seguinte: Estamos criando o aumento da temperatura, estamos desequilibrando a natureza. Tirar este equilíbrio dela fará com que mudanças sejam mais visíveis, mudanças essas que surgem para equilibrar este aumento que criamos. A natureza não deixará impune nossa incompetência de governá-la, iremos com isso, pagar o preço equivalente a todos os erros que cometemos.