Um pouco de adrenalina que restou na nostálgica viagem ao futuro que se perdeu no hoje sem previsão de partida. Um gole dessa bebida.
Um pouco de consciência para sanar a saliência da fissura entre nossas lembranças ocas.
Um pouco de satisfação para completar o tempero desta salada humana de luxuria e pudor com pitadas de gozação, sem as vendas da justiça que não se julga injusta pelo direito que tem de ser unânime em nossa própria condenação sem exceção.
Se eu pudesse falar palavras sem sentido com um pingo de atenção de gente que não se inveje diante de tamanha criação, diria: um pouco de nostalgia para curar a minha língua, quando, ao seu lado, sem fala e sem ação, observava o mundo girar e o tempo passar sem me preocupar, só apreciando o som do mar.
Um gole deste copo, um gole de nostalgia para ver a vida se acabar e poder me recordar que um dia eu podia sonhar que pudesse haver um melhor lugar aonde eu pudesse terminar de digitar, palavras sem sentido para você ler e se impressionar e depois me beijar...
Nostalgia, quem diria... Que isso um dia me salvaria.
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